Gestão de riscos na logística: como começar?

Entenda melhor a respeito a gestão de risco na logística farmacêutica

Administrar riscos logísticos é uma tarefa importantíssima para todas as empresas do setor farmacêutico, já que é uma área complexa e com características particulares para a distribuição de medicamentos e outros produtos relacionados.

A logística farmacêutica é uma operação delicada, que exige tecnologias específicas, cumprir normas legais e planejamento para que as entregas sejam bem-sucedidas. Tudo isso dificulta o processo logístico, e as empresas devem sempre estar preparadas para possíveis riscos operacionais. 

Por isso, neste conteúdo falaremos sobre benefícios de ter uma gestão de riscos logísticos no setor farmacêutico, o conceito e outras informações sobre esta atividade. Para saber mais, prossiga com a leitura.

O que é gestão de risco logístico?

O conceito de gerenciamento de risco logístico é a adoção de métodos, planejamentos e ações para prevenir e solucionar possíveis imprevistos que possam atrapalhar ou intervir no andamento das etapas do suppy chain, ou cadeia de suprimentos, operações pelas quais um produto passa desde produção, logística e distribuição. 

Não existe uma fórmula definida de implementação de projeto de gestão de riscos logísticos, mas há alguns fatores fundamentais que devem ser considerados, como:

  • Identificação de dificuldades e gargalos.
  • Ter uma cadeia de suprimentos estruturada e eficiente.
  • Usar tecnologias atuais e de primeira linha, em especial para a distribuição de medicamentos.
  • Ter parcerias com empresas especializadas e capacitadas.
  • Poder realizar entregas especiais e emergenciais.

A importância do transporte de medicamentos pelo país

Os fármacos são essenciais para a vida de milhares de brasileiros, por isso o setor precisa de um plano especial de gerenciamento de riscos, principalmente em períodos como a pandemia da Covid-19, que demandou muito da logística para a distribuição de vacinas, oxigênio e medicamentos.

Segundo o Conselho Federal de Farmácia, em 2020 existiam no Brasil quase 90 mil farmácias e drogarias particulares, 10,8 mil farmácias públicas, quase 7 mil farmácias hospitalares e 454 indústrias farmacêuticas.

Em um país com as dimensões do Brasil, e com mais de 60% das mercadorias sendo transportadas em rodovias, assegurar o fluxo contínuo desses produtos é uma atividade das mais desafiadoras.

Quais são os benefícios de adotar uma gestão de riscos logísticos?

Veja abaixo alguns objetivos que as empresas procuram alcançar quando colocam em prática uma gestão de riscos logísticos e as vantagens que ela traz para o negócio.

Prevenir entregas fora do prazo

Em geral, uma entrega feita fora do prazo pode causar insatisfação do cliente e afetar a imagem da empresa no setor. Mas quando se trata do mercado de medicamentos, essa situação é ainda mais grave, já que os produtos precisam de cuidados e embalagens específicas e seu transporte é regido por normas exigentes. Um único dia de atraso é o bastante para criar riscos, afetar o negócio e a vida útil do item.

A gestão de riscos logísticos ajuda a evitar, ou pelo menos a contornar, situações que podem prejudicar os processos do setor.

Evitar problemas na entrega de medicamentos

Além de garantir entregas dentro do prazo, a logística farmacêutica deve cumprir a legislação e ter os devidos cuidados ambientais, sem perder de vista a experiência do cliente. 

Assim, uma operação logística nesse setor requer especialização, com ferramentas e mão de obra capacitada para atender a todas essas necessidades.

Melhorar a comunicação com clientes e parceiros

O gerenciamento de riscos logísticos facilita a vida de todos os envolvidos na cadeia de suprimentos farmacêuticos. Além das especificidades comuns do setor, a logística também deve adotar procedimentos atípicos e métodos quase exclusivos para chegar ao destino final, como o uso de aviões, barcos (uma situação muito comum em municípios do interior dos estados da Região Norte, por exemplo), horários especiais ou troca do transporte da distribuidora para um transporte próprio do cliente.

Isso significa que os riscos são ainda mais altos e é necessária uma integração perfeita entre todos os que fazem parte da cadeia para que cada fase saia conforme planejado.

Reduzir custos operacionais

A estratégia de administração de riscos logísticos é imprescindível para reduzir os custos operacionais. Se houver perda ou mesmo roubo de uma carga de medicamentos, ainda que o seguro cubra os valores, há outros prejuízos que não são tangíveis, como o atraso no atendimento das necessidades do cliente, possíveis impactos na produção etc.

Ter um “plano B” e contar com a parceria de empresas experientes e comprometidas é muito importante dentro desse gerenciamento. Isso também traz segurança e confiabilidade para as suas operações.

Transporte de cargas refrigeradas

O plano de gestão de riscos logísticos deve ser adaptado para a realidade de cada operação, garantindo assim a eficiência e o alto desempenho, a prevenção de sinistros e a redução de prejuízos. 

Transportes inadequados podem comprometer a mercadoria. Alguns fármacos, se forem transportados incorretamente, em condições não ideais, podem sofrer alterações no princípio ativo. 

Quando a carga pede controle de temperatura – que esta seja menor que a temperatura ambiente, sob o risco de comprometer a qualidade dos itens –, a operação se torna ainda mais complexa. 

A exigência é ter gerenciadores de risco especializados no monitoramento de transportes dessa natureza, como a Pharmalog, que oferece aos clientes meios para fazer o monitoramento da temperatura e a visualização fácil e prática dos dados reunidos durante o transporte, tanto offline quanto online.

Dicas para fazer um gerenciamento de riscos logísticos eficaz

  1. Criar um modelo de gestão que contemple a prevenção, a preparação e a resposta aos riscos e emergências, de forma a reduzir o impacto de eventos adversos, assim como as atitudes a tomar depois da normalização da situação.
  2. Considerar a gestão de riscos cibernéticos: a Internet das Coisas e outras tecnologias digitais têm papel importante para otimizar as operações da cadeia de suprimentos de várias empresas, contudo, elas ficam expostas a ameaças de segurança, como malwares, golpes por meio de phishing e invasões em seus sistemas.

Implementar controles de segurança para restringir o acesso ao sistema e estabelecer padrões de conformidade para fornecedores terceirizados são algumas ações a tomar para contornar esse perigo.

  1. Monitorar as métricas corretas, como tempo de trânsito, tempo médio de carregamento, número de paradas e a duração média delas, otimização de rotas e cronograma de manutenção.
  1. Pôr em prática um plano de contingência de logística: é imperativo ter um plano como esse em vigor para assegurar a continuidade dos negócios em caso de interrupção da cadeia de abastecimento – a Covid-19, por exemplo, causou ruptura na cadeia de suprimentos em todos os países do mundo.
  2. Usar dados para visualizar cenários de eventos de risco: não é possível prevê-los, mas a ciência de dados, a análise preditiva e a modelagem de dados permitem criar modelos avançados para cenários de eventos com potenciais riscos.

Com dados em mãos, é possível prever o que poderia ocorrer no pior cenário e desenvolver planos de contingência mais abrangentes que vão preparar a empresa para situações adversas.

O que você achou deste post? Ter um plano de gestão de riscos logísticos é importantíssimo para que as empresas não tenham prejuízos e não deixem de cumprir seu papel na cadeia logística da indústria farmacêutica. E como já mencionamos, a Pharmalog também tem um papel fundamental na logística de fármacos, com produtos para monitoramento online ou offline da temperatura de fármacos cujo transporte exige resfriamento da carga. A Pharmalog usa tecnologia de ponta para que seus clientes também cumpram com sua responsabilidade no chain supply do setor.

Até o próximo conteúdo!

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