Administrar riscos logísticos é uma tarefa importantíssima para todas as empresas do setor farmacêutico, já que é uma área complexa e com características particulares para a distribuição de medicamentos e outros produtos relacionados.
A logística farmacêutica é uma operação delicada, que exige tecnologias específicas, cumprir normas legais e planejamento para que as entregas sejam bem-sucedidas. Tudo isso dificulta o processo logístico, e as empresas devem sempre estar preparadas para possíveis riscos operacionais.
Por isso, neste conteúdo falaremos sobre benefícios de ter uma gestão de riscos logísticos no setor farmacêutico, o conceito e outras informações sobre esta atividade. Para saber mais, prossiga com a leitura.
O conceito de gerenciamento de risco logístico é a adoção de métodos, planejamentos e ações para prevenir e solucionar possíveis imprevistos que possam atrapalhar ou intervir no andamento das etapas do suppy chain, ou cadeia de suprimentos, operações pelas quais um produto passa desde produção, logística e distribuição.
Não existe uma fórmula definida de implementação de projeto de gestão de riscos logísticos, mas há alguns fatores fundamentais que devem ser considerados, como:
Os fármacos são essenciais para a vida de milhares de brasileiros, por isso o setor precisa de um plano especial de gerenciamento de riscos, principalmente em períodos como a pandemia da Covid-19, que demandou muito da logística para a distribuição de vacinas, oxigênio e medicamentos.
Segundo o Conselho Federal de Farmácia, em 2020 existiam no Brasil quase 90 mil farmácias e drogarias particulares, 10,8 mil farmácias públicas, quase 7 mil farmácias hospitalares e 454 indústrias farmacêuticas.
Em um país com as dimensões do Brasil, e com mais de 60% das mercadorias sendo transportadas em rodovias, assegurar o fluxo contínuo desses produtos é uma atividade das mais desafiadoras.
Veja abaixo alguns objetivos que as empresas procuram alcançar quando colocam em prática uma gestão de riscos logísticos e as vantagens que ela traz para o negócio.
Em geral, uma entrega feita fora do prazo pode causar insatisfação do cliente e afetar a imagem da empresa no setor. Mas quando se trata do mercado de medicamentos, essa situação é ainda mais grave, já que os produtos precisam de cuidados e embalagens específicas e seu transporte é regido por normas exigentes. Um único dia de atraso é o bastante para criar riscos, afetar o negócio e a vida útil do item.
A gestão de riscos logísticos ajuda a evitar, ou pelo menos a contornar, situações que podem prejudicar os processos do setor.
Além de garantir entregas dentro do prazo, a logística farmacêutica deve cumprir a legislação e ter os devidos cuidados ambientais, sem perder de vista a experiência do cliente.
Assim, uma operação logística nesse setor requer especialização, com ferramentas e mão de obra capacitada para atender a todas essas necessidades.
O gerenciamento de riscos logísticos facilita a vida de todos os envolvidos na cadeia de suprimentos farmacêuticos. Além das especificidades comuns do setor, a logística também deve adotar procedimentos atípicos e métodos quase exclusivos para chegar ao destino final, como o uso de aviões, barcos (uma situação muito comum em municípios do interior dos estados da Região Norte, por exemplo), horários especiais ou troca do transporte da distribuidora para um transporte próprio do cliente.
Isso significa que os riscos são ainda mais altos e é necessária uma integração perfeita entre todos os que fazem parte da cadeia para que cada fase saia conforme planejado.
A estratégia de administração de riscos logísticos é imprescindível para reduzir os custos operacionais. Se houver perda ou mesmo roubo de uma carga de medicamentos, ainda que o seguro cubra os valores, há outros prejuízos que não são tangíveis, como o atraso no atendimento das necessidades do cliente, possíveis impactos na produção etc.
Ter um “plano B” e contar com a parceria de empresas experientes e comprometidas é muito importante dentro desse gerenciamento. Isso também traz segurança e confiabilidade para as suas operações.
O plano de gestão de riscos logísticos deve ser adaptado para a realidade de cada operação, garantindo assim a eficiência e o alto desempenho, a prevenção de sinistros e a redução de prejuízos.
Transportes inadequados podem comprometer a mercadoria. Alguns fármacos, se forem transportados incorretamente, em condições não ideais, podem sofrer alterações no princípio ativo.
Quando a carga pede controle de temperatura – que esta seja menor que a temperatura ambiente, sob o risco de comprometer a qualidade dos itens –, a operação se torna ainda mais complexa.
A exigência é ter gerenciadores de risco especializados no monitoramento de transportes dessa natureza, como a Pharmalog, que oferece aos clientes meios para fazer o monitoramento da temperatura e a visualização fácil e prática dos dados reunidos durante o transporte, tanto offline quanto online.
Implementar controles de segurança para restringir o acesso ao sistema e estabelecer padrões de conformidade para fornecedores terceirizados são algumas ações a tomar para contornar esse perigo.
Com dados em mãos, é possível prever o que poderia ocorrer no pior cenário e desenvolver planos de contingência mais abrangentes que vão preparar a empresa para situações adversas.
O que você achou deste post? Ter um plano de gestão de riscos logísticos é importantíssimo para que as empresas não tenham prejuízos e não deixem de cumprir seu papel na cadeia logística da indústria farmacêutica. E como já mencionamos, a Pharmalog também tem um papel fundamental na logística de fármacos, com produtos para monitoramento online ou offline da temperatura de fármacos cujo transporte exige resfriamento da carga. A Pharmalog usa tecnologia de ponta para que seus clientes também cumpram com sua responsabilidade no chain supply do setor.
Até o próximo conteúdo!
11 De novembro, 2022